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[News] Venda de produtos para consumo de maconha ‘sai do armário’

24/08/2016

wpid-wpid-maconha13No mês que vem se completará um ano que o Judiciário brasileiro entrou na discussão sobre a descriminalização do uso das drogas. Foi em agosto do ano passado que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciaram o julgamento da constitucionalidade do artigo 28 da Lei Antidrogas (11.343/2006), que trata das penas para quem for pego portando ou consumindo alguma substância ilícita. O delicado debate, porém, durou menos de um mês. Ao longo desse tempo, dois ministros votaram a favor da legalização do consumo e porte da maconha especificamente: Edson Fachin e Luís Roberto Barroso. O ministro Gilmar Mendes foi além e votou a favor da descriminalização do uso de “todas as drogas”. Pela ordem, o próximo a votar seria o ministro Teori Zavaschi, mas ele pediu mais tempo para analisar o processo e nunca mais voltou a falar no assunto.

O Supremo pode até não ter se decidido ainda. Mas longe do Judiciário, o consumo da maconha já é liberado há algum tempo no Brasil. “A realidade é que nas regiões ricas da cidade a maconha já é legalizada”, diz Zé Gabriel, proprietário da Inca Headshop, uma loja de artefatos para fumar, inaugurada há um mês na Vila Madalena. “Só é proibida na periferia”.

Ao mesmo tempo em que o debate sobre a legalização do consumo da maconha não avança no Supremo, o uso da cannabis sai do armário nas ruas das regiões ricas das cidades e, nessa onda, cresce no Brasil o mercado das chamadas head shops. Assim como o estabelecimento de Zé Gabriel, são lojas que vendem sedas, dechavadores (peças cilíndricas feitas de duas partes iguais, com dentes no meio, para triturar o fumo), cachimbos, piteiras e outros artefatos “para você fumar tabaco ou o que você quiser”, como explica Verena Isaack, sócia, juntamente com Alexandre Perroud, da Ultra 420, “a primeira head shop que surgiu no Brasil”, segundo Perroud.

Quando a dupla inaugurou a loja, em 1994, a legislação brasileira era diferente. Naquela época, tanto o usuário quanto o traficante eram punidos com detenção se fossem pegos portando alguma substância ilícita. A lei mais rigorosa fazia com que pouca gente se assumisse como consumidor de maconha. “Naquela época, ser chamado de maconheiro era um insulto”, conta Perroud. Ele afirma que, por isso, os clientes tinham vergonha de entrar na loja, que era “até meio escondida”. “Meus amigos diziam que eu seria preso”.

Isso não aconteceu, mas o empresário contabiliza sete batidas policiais em seu estabelecimento no início. “Eu andava com um habeas corpus no bolso já”, diz. Como nenhuma droga era encontrada, a polícia ia embora de mãos vazias e a loja seguia aberta. Foi somente em 2006, com a aprovação da Lei Antidrogas, que as penas mudaram. Desde então, quem for pego com certa quantidade de droga que caracterize como usuário, e não traficante, cumpre medidas educativas. É justamente o artigo 28, que trata da punição, que estava em debate no Supremo.

Com as mudanças na legislação, o comportamento do consumidor das head shops também mudou. Hoje, a loja de Perroud, instalada desde o início na Galeria Ouro Fino, um mini-shopping no coração dos Jardins – bairro onde também estão instaladas lojas de grifes — tem uma fachada laranja, chamativa. Não fica mais escondida. O chão e as paredes brancas em conjunto com uma forte iluminação, deixam o lado de dentro da loja claro, e nada se parece com o que era no início. “Eu não quero me esconder mais”, diz o proprietário.

Perroud não só parou de se esconder, como está colhendo os frutos da coragem de ter aberto um negócio desses há mais de 20 anos. Hoje, a Ultra 420 tem três lojas físicas que, junto com as vendas online, contabilizam em torno de 150.000 reais de faturamento ao mês. Mais da metade dos produtos vendidos são de fabricação da própria marca, que agora está partindo para um projeto de expansão de franquias. “Nosso plano é abrir 100 franquias em cinco anos”, diz Perroud.

inca

A alguns quilômetros da Galeria Ouro Fino, na Vila Madalena, bairro boêmio de São Paulo, o fotógrafo Zé Gabriel abriu Inca Headshop Café. Nos mesmos moldes que a Ultra 420, a loja de Gabriel vende diversas parafernálias – como são chamados os artefatos para o consumo do fumo – todas “aprovadas pela Anvisa”, como frisa o proprietário. Com a venda dos apetrechos, a expectativa de Gabriel é de alcançar vendas de 30.000 reais ao mês. “As head shops estão crescendo”, reconhece.

A Inca Headshop segue a mesma linha sem vergonha do movimento de expansão das lojas do gênero: fica de frente para a rua, é bem iluminada e arejada. “Por isso, entra todo o tipo de cliente”, diz Zé Gabriel.

“Não tem recheio”

Marcelo Evangelista Meneses, sócio da marca Bem Bolado Brasil, é outro empreendedor do ramo. Sua grife carimba dois tipos de seda, dechavadores, latinhas e estojos que levam desenhos coloridos. Pelo site, vende, desde 2012, os produtos próprios e de outras marcas, como a seda espanhola PayPay.

Para ele, o crescimento do mercado das head shops no Brasil tem duas razões principais: o fato de o brasileiro querer se livrar da indústria do cigarro e comprar o próprio tabaco; e a tendência de se assumir como consumidor de maconha. “A questão agora não é mais se a maconha vai ser ou não legalizada”, diz Meneses. “Mas sim, quando ela será”.

GUIA DA ETIQUETA NA HEAD SHOP

Após ouvir perguntas absurdas e presenciar comportamentos um tanto constrangedores de alguns clientes, Alexandre Perroud, da Ultra 420, criou um pequeno manual do que não deve ser feito em uma head shop:

– Mentir a idade
– Pedir para trocar ou devolver um produto já usado porque não gostou
– Solicitar usar o WC e fumar um lá dentro
– Perguntar se tem “recheio”
– Pedir para enrolar um baseado dentro da loja
– Fazer piadinhas sobre cada produto
– Perguntar se tem para vender a droga, onde vende ou se conhece alguém que tem…
– Pedir para retirar ou retirar sem pedir uma folha de seda do livreto à venda
– Colocar a boca no bocal dos cachimbos e bongues
– Pedir para usar ou usar sem pedir os isqueiros que estão a venda
– Pedir a balança emprestada
– Pedir um “test drive ”

 

O negócio é tão sério para Meneses, que ele foi atrás de descobrir onde se fabrica o melhor papel do mundo para enrolar cigarros. “Achei que fosse na China, onde fabricamos a seda Bem Bolado”. Mas descobriu que, na verdade, é no município valenciano de Alcoi, na Espanha. Com a descoberta, passou a produzir uma seda premium ali, além da seda chinesa.

As pesquisas de Meneses, que passou três anos estudando o mercado brasileiro antes de lançar sua marca, também resultaram no traçado dos diferentes comportamentos dos consumidores brasileiros. “Descobri, por exemplo, que no Rio de Janeiro e em São Paulo o consumidor prefere a seda tamanho king size. Na Bahia, não. Preferem a seda menor”, conta.

Conhecendo o mercado brasileiro mais profundamente, os frutos logo renderam para Meneses: ele afirma que no ano passado os produtos da Bem Bolado Brasil renderam 1,5 milhão de reais de faturamento. E a expectativa para este ano é de chegar a 3 milhões de reais.

As head shops surgiram nos Estados Unidos na década de 1960 com a proposta de vender as chamadas parafernálias, como os proprietários chamam os artefatos para fumar. Não são a mesma coisa que os coffee shops, onde o cliente entra, compra e fuma maconha ali mesmo, muito comuns na Holanda e agora em regiões dos EUA e no Uruguai. As head shops não vendem maconha nem nenhuma outra substância ilícita. Perroud, da Ultra 420, conta que é muito comum entrar gente na loja que não entende – ou finge não entender – essa regra. “Todo dia tem gente que entra aqui e pergunta se a gente vende o recheio”, diz. O”recheio”, claro, é a cobiçada maconha pelos que esperam a sua liberação.

TABACARIA X HEAD SHOP

Tabacaria e head shop não são a mesma coisa. Há muitas diferenças entre esses dois modelos de negócio.

As tabacarias, além dos apetrechos óbvios como tabaco, charuto e papel para enrolar o cigarro, também têm nas suas vitrines canivetes e outros objetos para presente. Têm uma cara um pouco mais sóbria, geralmente são lojas pequenas, feitas com balcões e armários de madeira maciça. Atrás do balcão, um senhor com cachimbo vende os produtos. É quase um padrão.

As head shops vendem sedas de diversas marcas, cores, tipos e matéria-prima. Dechavadores (são cilindros, feitos de plástico ou de metal, geralmente. Contêm duas partes, cada uma delas com dentes no meio, que juntas, são giradas de um lado para o outro para moer o fumo), bongs ou water pipe. Esta última é feita de vidro, numa espécie de vaso com canudo, servem para purificar o fumo: no fundo, coloca-se água, e em outra parte, coloca-se o fumo. A ideia é que, em contato com a água, o fumo seja purificado, porque a fumaça é resfriada, o que ameniza efeitos como tosse e pigarro depois de fumar.

Além de vender produtos diferentes, as head shops também costumam ter uma cara mais moderna que as tabacarias.

Fonte: El País

[News] 33 Países onde a Maconha é legalizada ou tolerada

23/08/2016

wpid-wpid-maconha13É importante frisar que cada país tem sua legislação em relação a maconha e essas leis estão em constante mudanças no dias atuais. Devido a isso, esse artigo pode sofrer alterações futuras.

 Desde que Harry Jacob Anslinger resolveu que sua missão de vida era proibir a maconha a nível mundial, a proibição da erva foi virando uma forma de controle internacional por parte dos EUA, principalmente depois de 1961, quando uma convenção da ONU determinou que as drogas fazem mal para a saúde e o bem-estar da humanidade e, portanto, eram necessárias ações coordenadas e universais para reprimir seu uso.

O tempo passou, a guerra às drogas foi dando errado e atualmente está perdendo forças em todo o mundo. Então vamos a lista de países que é legal ou tolerado fumar maconha. Prepare as malas, acenda um baseado e boa viagem.

ARGENTINA

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A Argentina tem uma política amigável, “cada um na sua” com a maconha. Desde 2009 vigora uma lei que descriminalizou o uso de maconha, no entanto, você não pode vender, transportar ou cultivar, mas fumar um baseado na privacidade da sua casa é totalmente aceito.

AUSTRÁLIA

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Muito parecido com os EUA, a Austrália descriminalizou a maconha em alguns estados, mas optou por mantê-la ilegal em outros.

BANGLADESH

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O consumo de ópio e maconha é tradicional em Bangladesh. Não existem leis locais relativas à maconha, apenas alguns tratados internacionais, que não querem dizer muita coisa. É totalmente sossegado. Não é uma preocupação da polícia.

BÉLGICA

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Só é permitido cultivar uma única planta fêmea e nada mais. A posse é ilegal. Assim fica difícil acabar com o tráfico Bélgica! Mas já estão melhores que o Brasil…

CAMBOJA

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O uso de maconha é bastante comum entre as pessoas e estrangeiros. Há ainda locais amigáveis a usuários como restaurantes em Phnom Penh, Siem Reap e Sihanoukville, que oferecem alimentos preparados com sumaconha.

CANADÁ

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Você pode fumar tranquilamente andando na rua, sentado num banco de uma praça, apesar do uso recreativo ainda ser ilegal, o medicinal é legal e a polícia não se importa com os maconheiros, deixam que eles fumem em paz.

CHILE

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É legal consumir maconha em casa e ter uma pequena quantidade para uso pessoal (5-10 gramas), e o uso medicinal também é permitido, mas é ilegal vender e comprar. Também é legal plantar em casa, contanto que seja para uso pessoal. Se você for pego pela polícia, eles irão apenas repreendê-lo, mas se você for pego comprando ou vendendo, a coisa fica séria pro seu lado.

COLÔMBIA

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A maconha é descriminalizada na Colômbia desde 1994, é permitida a posse de até 22 gramas. No entanto, se você for pego cultivando mais de 20 plantas, você certamente irá enfrentar os rigores da lei.

CORÉIA DO NORTE

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Esse aqui é a supresa da lista, quem imaginaria que naquele país com uma ditadura tão rigorosa, fumar um baseado seria tão tranquilo? O país tem uma postura surpreendentemente liberal sobre a maconha. Você pode literalmente entrar em um supermercado e pegar um saco de maconha (se tiver) e, em seguida, fumá-lo todo e por um momento esquecer que está no país do Kim Jong-un.

COSTA RICA

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Uma política de descriminalização da posse vigora por todo o país, e não há nenhuma quantidade mínima ou máxima definida, ainda.

CROÁCIA

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Vender maconha na Croácia é crime e pode resultar em uma pena de três anos de detenção. Mas quem é pego com uma pequena quantidade, está sujeito a multa.

EQUADOR

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Dez gramas é o limite legal no Equador, mas vender, cultivar ou transportar grandes quantidades, pode te colocar em sérios apuros.

ESPANHA

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Apelidada de “Nova Amsterdam”, a Espanha possui cerca de 500 “clubes de maconha” e tornou totalmente legal o cultivo e consumo no conforto do seu lar.

ESTÔNIA

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O limite de posse é de 7,5 gramas, se não respeitar, você pode acabar passando cinco anos na prisão.

HOLANDA

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Totalmente liberado em áreas designadas para fumantes, como os famosos cofeeshops. Apesar de não ser legalizada, é amplamente tolerada em todas as formas de consumo.

ILHAS MALDIVAS

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Não existe legislação específica para a maconha. Supostamente é ilegal, mas todo mundo fuma sossegado. A polícia geralmente não incomoda turistas, mas é sempre bom ficar ligado e fumar em locais isolados. Ninguém vai para a cadeia, mas se você for pego terá sua erva confiscada.

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ÍNDIA

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Na teoria é ilegal, e a lei diz que você pode pegar de 6 meses a 2 anos de prisão, mas na prática ninguém liga, é raríssimo alguém ser preso. Mas se você for pego com maconha no aeroporto, certamente terá problemas.

IRAQUE

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Não existem leis relativas ao consumo de maconha no Iraque. A maconha simplesmente não é um problema no Iraque.

ISLÂNDIA

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Fume em uma área privada e você não enfrentará problemas. Se for pego, uma pequena fiança é cobrada. Você não pode ser revistado pela polícia contra a sua vontade, a não ser que esteja sendo preso por algum crime.

ISRAEL

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O uso medicinal é legalizado para algumas doenças, muitos estudos sobre maconha medicinal são de lá. É normal as pessoas fumarem em bares, na rua, em universidades, apesar de ser ilegal, é muito raro ser importunado pela polícia. Eles estão muito mais preocupados com terroristas. Mas se você for pego com uma quantidade maior do que a usada para consumo pessoal, poderá ter problemas.

ITÁLIA

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A posse para uso pessoal é um pequeno delito e você pode ter sua erva confiscada, a venda de produtos à base de maconha é punível com prisão. A maconha medicinal é estritamente regulada.

JAMAICA

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Quem diria, o país do reggae só descriminalizou a maconha recentemente. A posse de até 57g deixou de ser crime, mas ainda pode ser punida com uma notificação. Os cidadãos podem cultivar até cinco plantas para fins religiosos.

MÉXICO

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O México legalizou a posse de até 5 gramas da erva, desde 2009.

NEPAL

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Oficialmente é ilegal, mas eles usam a planta há séculos, principalmente em rituais religiosos que envolvem uma bebida infundida, fumando as flores ou a resina (haxixe).

PAQUISTÃO

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O Paquistão é complicado, porque a “legalidade” baseia-se na preguiça da polícia local. É ilegal possuir maconha, mas é amplamente tolerado. O cultivo de maconha foi descriminalizado, o que explica as grandes plantações de cannabis crescendo livremente em todo o país.

PERU

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Você pode cultivar, pode dirigir fumando um,  pode fazer o que quiser com a maconha. Exceto vendê-la. Lembre-se disso.

PORTUGAL

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Portugal tornou-se o primeiro país do mundo a descriminalizar todas as drogas em 2001. A lei permite portar 25 gramas de maconha sem ser considerado um criminoso por isso.

REPÚBLICA TCHECA

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A posse de até 15 gramas para uso pessoal é descriminalizada, enquanto o uso medicinal com prescrição é legal e regulamentado desde 2013.

RÚSSIA

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Claro que você pode fumar maconha na Rússia. Você só precisa ter uma balança de precisão em casa e se certificar que você não sairá de casa com mais de seis gramas, ou você vai se ver com o Putin!

SUÍÇA

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A qualidade de vida não é a única coisa surpreendente na Suíça. Em um esforço para reduzir a compra ilegal, os suíços estão permitindo o cultivo de até quatro plantas de maconha por pessoa. As pessoas fumam em qualquer lugar, mas cuidado com a polícia nas ruas, se te pegarem com até 10g você será multado e ter sua erva confiscada. Portar acima de 10g é considerado tráfico.

UCRÂNIA

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É totalmente proibida a venda de maconha na Ucrânia. No entanto, possuir até cinco gramas ou dez plantas é absolutamente tranquilo.

URUGUAI

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Existem 2 Uruguais, antes e depois do Mujica. Ele fez com que a maconha fosse completamente legalizada. Você só precisa ter mais de 18 anos para poder comprar.

VENEZUELA

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Você pode possuir até 20g de maconha. Não é permitido cultivar. Se for pego com mais de 20 gramas, você pode responder por tráfico e pegar até 20 anos de detenção.

Fonte: Lombra.com.br

[Saúde] Idosos tomam menos remédios onde a maconha é legalizada

11/07/2016

wpid-wpid-maconha13.jpgVelhinhos que fumam maconha tomam menos analgésicos, antidepressivos e remédios para dormir. Essa é a conclusão da primeira pesquisa a estudar como a maconha medicinal, legalizada em parte dos Estados Unidos, está transformando o sistema de saúde americano.

Tapa_na_pantera_0Os pesquisadores da Universidade da Geórgia focaram nos números. Por lá, não há um SUS para toda a população. Existe apenas o Medicare, um sistema nacional de saúde para idosos e pessoas com doenças graves, que também cobre os custos com medicamentos. Foram os gastos desses órgãos que revelaram o impacto da maconha medicinal no país.

Os autores estudaram nove quadros em que a maconha pode ser recomendada como tratamento: ansiedade, depressão, glaucoma, náuseas, dor, convulsões, distúrbios de sono e espasticidade (rigidez muscular). O número de remédios convencionais receitados para oito dessas doenças caiu em todos os estados em que a maconha medicinal foi legalizada até 2013.

A única exceção foi o glaucoma – o que faz sentido, uma vez que os efeitos da maconha sobre os sintomas só dura uma hora. Nem para o mais hardcore dos aposentados dá para imaginar uma vida fumando maconha a cada hora do dia.

Sem ter que pagar pelos analgésicos tradicionais, o Medicare economizou mais de US$ 165 milhões (R$552 milhões). Se o país inteiro adotasse a maconha medicinal, os pesquisadores calculam uma redução total de US$ 470 milhões (R$ 1,5 bilhão) no orçamento do seguro-saúde.

Como no âmbito federal a maconha ainda é proibida, os médicos só podem recomendá-la, mmje não fazer uma receita oficial. Por isso, os baseados não são cobertos pelo plano de saúde. Mas, pelos cálculos dos autores, mesmo que o seguro cobrisse as doses de cannabis, ainda estaria economizando: maconha é muito mais barata que opioides como morfina e oxicodona.

Não dá para ter certeza que todos os idosos substituíram os remédios por maconha, mas os pesquisadores acreditam que a cannabis tem relação com a redução da prescrição dos medicamentos. Em 2013, os estados onde a droga era legal receitaram 1.800 doses a menos de analgésicos que os estados onde ela ainda é proibida.

Além disso, para as doenças que não podem ser tratadas com maconha, nada mudou. O número de receitas para anticoagulantes, por exemplo, não foi afetado.

Portanto, se estiver dando uma passada pelas ruas de Washington ou de Denver, não se assuste com os senhorezinhos de olhos vermelhos: o ?tapa na pantera? pode ser só um substituto para a caixinha de remédios.

Fonte: Super Interessante

[News] Um norte-americano fabrica um carro com carroceria de cânhamo

27/06/2016

wpid-wpid-maconha13.jpgUm norte-americano está a fabricando carros esportivos com carroçaria de cânhamo em pequena escala. Bruce Dietzen é um ex-executivo do setor de tecnologia e faz alguns anos que decidiu dedicar-se para recuperar o potencial de fibra de cânhamo na fabricação de carros, e agora está produzindo carros, mediante pedido.

carroO resultado é um carro desportivo com estilo dos anos 50, cujo corpo é feito inteiramente de fibras de cânhamo. De acordo com o fabricante, este material é mais leve e mais forte do que o aço e fibra de vidro e mais tarde espera fabricar mais peças do carro com o material.

O objectivo consiste em reduzir a contaminação que ocorre durante a fabricação do veículo. Bruce Dietzen quer começar substituindo todas as peças de plástico para as fibras de cânhamo e provar que os carros podem ser feitas 100% com cânhamo e serem funcionais para empresas automobilísticas tomarem como exemplo.

O fabricante declara ter se inspirado por Henry Ford, de quem se diz ter construído um protótipo de carro com alguns materiais vegetais. Embora seja verdade que a Ford investiu no projeto de um carro semelhante, o tempo tem mitificado esta realidade. O preço inicial do carro é $ 40.000 ou superior dependendo do grau de personalização.

Fonte: Revista Cáñamo

[Mundo] O primeiro chiclete de maconha já está à venda

26/06/2016

wpid-wpid-maconha13.jpgUm jovem empresário dos EUA desenvolveu um chiclete de THC. O jovem conseguiu introduzir 25 mg de THC no chiclete sem usar  base de gordura ou alterar o sabor dos alimentos. A goma está em processo de ser patenteada e estará à venda a um preço de US$ 15 para um pacote de seis.

chicleteO desenvolvedor é Jake Heimark, 28 anos, um jovem que já tem uma pequena carreira atrás de si, tendo passado por empresas como Facebook. Em entrevista à Forbes, o jovem promoveu a goma Plus como uma forma de consumo de cannabis com ação rápida, de baixo teor calórico e discreto.

O valor da presente invenção reside na sua simplicidade. A goma permite usar cannabis sem fumar ou comer doces. A absorção deve ser sublingual, assim atua mais depressa do que um comestível com maconha.

Jake Heimark decidiu entrar no mercado de cannabis sendo uma indústria atualmente mal definida e em constante expansão. A goma de THC quer ser um produto para consumidores de cannabis medicinal ou recreativo que não se encaixam no perfil de cannabis típica ou que não gostam de fumar.

Fonte: Revista Cáñamo

[News] Uruguai começa em julho a vender legalmente maconha nas farmácias

24/06/2016

wpid-wpid-maconha13.jpgA compra e venda legal de maconha começa em julho no Uruguai, mas apenas 50 das 1,2 mil farmácias do país irão participar de sua implementação.

As três grandes organizações que representam as quase 1,2 mil farmácias argumentam que muitas farmácias do interior do país consideram que a venda de maconha em seus estabelecimentos poderia afetar a imagem diante dos clientes com valores mais tradicionais, dado que estes não veem com bons olhos o consumo da maconha de forma legal.

Segundo o presidente da Associação de Farmácias do Interior, Fermín Arguiñarena, há muitos estabelecimentos “que não querem ser os primeiros” a vender maconha. No entanto Arguiñarena estima que, uma vez que comece a venda, “com certeza mais estabelecimentos vão se inscrever”.

maconha

Além disso, o presidente do Centro de Farmácias do Uruguai, Jorge Suárez, destacou que há pessoas que opinam que “uma farmácia serve para curar e não para adoecer”.

Outro motivo destacado por duas das três organizações é que, no momento que finalizou o período de inscrição para a venda de maconha, havia estabelecimentos que não cumpriam com as condições exigidas no âmbito sanitário ou de segurança, apesar de terem a intenção de participar do plano desde o início.

Insegurança
Outro argumento que explicaria a baixa adesão ao projeto se encontra na insegurança.

Segundo o presidente da Câmara Uruguaia de Farmácias, Gonzalo Miranda, alguns estabelecimentos localizados em áreas de venda de drogas declararam ter recebido ameaças de traficantes, que consideram que a comercialização legal da maconha pode afetar seus negócios ilegais.

Um dos argumentos do governo para aprovar a lei que permite a compra e venda legal de maconha é precisamente a luta contra o narcotráfico.

Na avaliação do pró-secretário da presidência uruguaia e presidente da Junta Nacional de Drogas, Juan Andrés Roballo, o número de 50 farmácias inscritas é suficiente para iniciar uma etapa-piloto da implementação da lei.

Além disso, o governo prevê que, à medida que comece a venda legal nas farmácias, o número de estabelecimentos participantes irá aumentar.

Para poder comprar maconha, os usuários deverão se registrar previamente no sistema e terão acesso a 10 gramas da droga por semana e um máximo de 40 por mês.

Apesar do preço de venda ainda não ter sido estipulado, a estimativa é que a grama poderá ser adquirida pelo equivalente a cerca de R$ 4.

Fonte: G1

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