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[News] Knox Medical quer vender remédio à base de maconha a partir de R$ 40 no Brasil

15/04/2018

wpid-wpid-maconha13O presidente da Knox Medical no Brasil, Mario Grieco, quer vender medicamentos à base de Cannabis a partir de R$ 40 em todo o país. Para conseguir este preço, segundo a empresa, a planta deve ser cultivada no Brasil. Além disso, é necessário obter o registro do produto na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O empresário mira a recente abertura da agência aos medicamentos com derivados de maconha como oportunidade para entrar em um mercado com potencial bilionário. A Anvisa permite o uso de medicamentos à base de maconha no Brasil, para fins medicinais, desde que o registro seja aprovado. A autarquia cita o caso do Mevatyl, registrado em janeiro de 2017, vendido no país com preço superior a R$ 2 mil, sem que a planta seja cultivada no país.
O principal entrave estaria no plantio da Cannabis. A discussão ainda não chegou à Diretoria Colegiada (Dicol) da Anvisa e é alvo de ação no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
O investimento inicial da Knox no país seria de pelo menos R$ 20 milhões, conforme Grieco. A empresa usa dados do The Green Hub para estimar o potencial de receita deste mercado. A startup cita cifra superior a R$ 4 bilhões, que seria alcançada 36 meses após o início da venda legal dos produtos no Brasil.
 
Os medicamentos da Knox Medical são vendidos nos EUA a um valor mínimo de US$ 45. No Brasil, o custo do produto feito com o insumo importado, ainda não mensurado, seria bastante superior, segundo Grieco.
O empresário diz que colocaria no mercado um produto mais eficaz que o Mevatyl, com preço bastante inferior, se conseguir a produção nacionalizada.
O Mevatyl é o único medicamento à base de substâncias presentes na Cannabis com registro aprovado pela Anvisa, em janeiro de 2017. A droga foi enquadrada pela agência na categoria de Medicamento Específico, nos termos da Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 24/2011, por conter dois fitofármacos como princípios ativos: tetraidrocanabinol (THC) e canabidiol (CBD), ambos isolados a partir da Cannabis Sativa. A detentora do registro da droga é a Beaufour Ipsen Farmacêutica.
 
Ainda assim, a agência permite a importação excepcional de outros medicamentos com derivados de canabidióides. A agência cobra prescrição de profissional legalmente habilitado. A autorização tem validade de um ano.
 
Pesquisa clínica
 
A Anvisa cobra pesquisa clínica para registro de medicamentos sem equivalente no mercado, chamados inovadores. A agência argumenta que estes produtos não dispõem de dados sobre sua segurança e eficácia.
Grieco afirma que ficou surpreso quando soube que teria de submeter um estudo clínico, desde a fase 1, para cada indicação proposta de seus produtos. Os custos são elevados: exigem testes em seres vivos.
 
O empresário defende que a Anvisa avalie os produtos à base de Cannabis em categorias especiais. Ele argumenta que a substância é usada há séculos e que já existem inúmeros estudos científicos que comprovam a sua eficácia.
O presidente da Knox Medical também afirma que há uma contradição da autarquia em permitir a importação excepcional dos produtos, de acordo com a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 17/2015, mas dificultar o registro sobre o que deve ser produzido no país.
 
A empresa deve apresentar inicialmente à agência dossiê sobre o uso de seus produtos para epilepsia e dores crônicas. Grieco afirma que há diversos outros fins para os medicamentos, como amenizar efeitos da quimioterapia e de tratamentos para HIV.
 
Plantio é entrave
 
Não há consenso dentro da Anvisa sobre como regulamentar o plantio em larga escala no país. Uma preocupação é garantir a segurança do insumo e alinhar decisões com as de órgãos de segurança.
O primeiro passo para chegar a uma resolução sobre o uso da Cannabis será a abertura de iniciativa regulatória, que precisa ser votada em reunião da Diretoria Colegiada. Depois, a agência realiza estudos para montar uma minuta de proposta de regulação, que é submetida à consulta pública.
Em temas mais complexos (e polêmicos), é comum a Anvisa promover longos debates, com painéis e audiências públicas. Mesmo que a iniciativa regulatória seja aberta neste primeiro semestre, o processo não deve ser concluído até o fim de 2018.
 
Resultado de imagem para medical marijuanaA Anvisa fez em junho de 2017 uma reunião com representantes da Casa Civil, Polícia Federal e ministérios da Justiça e Saúde. No encontro, foram apresentados resultados parciais de discussões internas da agencia sobre o cultivo de plantas sujeitas a controle especial.
 
Apenas o processo sobre uso medicinal foi levado à Diretoria de Regulação Sanitária da Anvisa (Direg), setor que leva a pauta à reunião da Diretoria Colegiada.
 
A discussão sobre pesquisa ainda está na Diretoria de Controle e Monitoramento Sanitários (Dimon). E será “encaminhada em breve” à Direg, segundo a Anvisa.
 
O JOTA ouviu reservadamente diretores da agência sobre o tema. A avaliação deles é que a agência, sozinha, não pode resolver o entrave sobre o plantio da Cannabis.
 
Os dirigentes da agência também aguardam decisão do STF sobre Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5708. Ajuizada pelo PPS, a ação pede descriminalização do cultivo e compra de Cannabis para fins medicinais e de bem-estar terapêutico.
 
A Anvisa discorda da ADI. Afirma que o processo já está em discussão na agência. Além disso, o pedido do PPS usaria “termos vagos”, segundo a agência. “Não há previsão de nenhum mecanismo de controle para garantir que a finalidade do plantio seja efetivamente a pesquisa e a produção de medicamentos”, afirma nota da autarquia.
 
São Paulo é favorita 
O presidente da Knox Medical no Brasil também afirma que pretende exportar o que for plantado no país.
 
Já houve conversas para levar o plantio da maconha ao sul de São Paulo. Grieco foi colega de faculdade de medicina de Geraldo Alckmin (PSDB). O ano eleitoral, no entanto, deve dificultar que políticos levantem bandeiras pró-uso da cannabis medicinal.
 
A Knox está começando a operar no Canadá, onde a legislação federal é mais permissiva com o uso medicinal da substância em comparação a dos EUA. Caso a empresa não consiga bons resultados com a Anvisa, a ideia é começar a importar a droga do Canadá.
 
Grieco presidiu a Monsanto do Brasil e foi executivo da Pfzier, nos EUA. Agora é responsável por operações da Knox Medical na América Latina. Ele afirma que encontrou mais facilidade em instalar as suas operações na Colômbia. O Peru e o Uruguai teriam feito exigências similares as do Brasil, disse.
 
O presidente da Knox Medical afirma ser contra o uso recreativo da droga, apesar de defender a regulação para evitar a venda ilegal.
 
O uso medicinal da maconha atrai interesse de diversas outras empresas ao país. Há pelo menos dois ex-presidentes da Anvisa que atuam em consultorias a investidores que desejam pedir registros destes medicamentos.
Fonte: Maconha.com.br
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[Mundo] Empresa canadense cria o primeiro avião feito e movido inteiramente por maconha

24/03/2018

wpid-wpid-maconha13Quando hoje se diz que não há limites para o que é possível ser feito a partir da maconha, nem mesmo o céu é esse limite – literalmente. A empresa canadense Hempearth, especializada em produtos derivados da planta, recentemente anunciou o primeiro avião feito e movido inteiramente por maconha. Todas as peças que compõem a aeronave, dos assentos às asas, passando pela estrutura e chegando até aos travesseiros foram feitas da erva. O avião “de maconha” é também movido por um combustível 100% feito a partir da maconha.

Engana-se quem pensa se tratar de uma “viagem” criar esse avião. A fibra da maconha é um material incrivelmente versátil e resistente, 10 vezes mais forte que o aço. Esse material aguenta muito mais peso e, ao mesmo tempo, é muito mais leve e flexível do que, por exemplo, o alumínio ou a fibra de vidro. Além disso, trata-se de um material que quase não agride o meio ambiente em sua produção, exigindo pouca água para ser plantado e ainda alimentando o solo de volta com nutrientes. O avião possui cerca de 11 metros de envergadura e carrega até 4 passageiros.

Segundo o presidente da Hempearth, Derek Kesek, o aspecto ambiental é o mais importante no desenvolvimento de seus produtos, incluindo a aeronave. “Esse é o tipo de futuro que desejamos para o planeta”, ele disse, sinalizando o quanto as possibilidade de uso de maconha para produtos diversos são cada vez mais infinitas.

Desde remédios revolucionários até aviões, o futuro parece mesmo necessariamente passar pela maconha – só não vê quem não olha para o céu.

Fonte: Hypeness

[News] Brasileiro vira ‘chef da maconha’ no Uruguai e faz até jantar para idosos

22/02/2018

wpid-wpid-maconha13Um prato bem servido de macarrão chega esfumaçando à mesa e enche os olhos ao ser coberto por uma generosa porção de molho de tomates frescos com frutos do mar. Mas quem experimenta a iguaria busca o sabor e a sensação de um ingrediente incomum: a maconha.

Em abril de 2017, Gustavo Colombeck, de 27 anos, deixou Vitória, no Espírito Santo, para se dedicar à culinária canábica no Uruguai, onde o consumo da erva é permitido. Nos primeiros meses, trabalhou em um hostel em troca de um lugar para dormir e uma ajuda de custo. Mas logo o jovem, que cursou gastronomia na terra natal, percebeu que poderia usar seu conhecimento sobre a maconha para ganhar dinheiro.

“Vi que as pessoas vendiam muitos cookies e brownies com maconha. Eu já tinha testado algumas receitas canábicas e resolvi fazer o mesmo com alfajores, que é o doce mais consumido no Uruguai. Montei uma barraca numa feira e logo no primeiro dia vendi os 30 que fiz”, conta ele à BBC Brasil em São Paulo.

 Talharim com molho de frutos do mar e maconha feito por Gustavo Colombeck  (Foto: Arquivo pessoal via BBC) Talharim com molho de frutos do mar e maconha feito por Gustavo Colombeck  (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Talharim com molho de frutos do mar e maconha feito por Gustavo Colombeck (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Menos de um ano depois, o jovem se tornou uma referência na culinária canábica. Ele conta que sua agenda já está cheia até novembro e que já recebeu propostas para trabalhar em restaurantes na Europa. Mas Colombeck quer ficar no Uruguai mais um ano e depois se mudar para a Califórnia (EUA), hoje o maior mercado de maconha do mundo.

Ele diz ter identificado cerca 20 grandes chefs especializados em cannabis em todo o mundo – a maior parte nos Estados Unidos. Uma delas é Millie Fernandez, conhecida por cozinhar para os rappers Snoop Dogg e Tyga.

Segundo o chef canábico brasileiro, o músico Marcelo D2 já comeu um de seus pratos no Uruguai.

‘Não é só ficar chapado’

Colombeck, o “sobrenome” que o jovem adotou profissionalmente, é uma gíria que surgiu enquanto seus amigos brincavam sobre sua habilidade em “colar um beck (cigarro de maconha) em qualquer situação”.

Ele afirma que fez muitos testes, inclusive em laboratório, além de estudos incansáveis à beira do fogão para saber o momento ideal para acrescentar maconha em cada um de seus pratos. A intenção é causar efeito um psicoativo semelhante ao de fumar ou vaporizar a erva e, mas também ter o controle de sua dosagem.

Para manter o sabor das flores da maconha em suas receitas e ainda “dar um barato”, o chef usa azeite ou manteiga à base de cannabis durante o cozimento. Isso porque o THC (tetrahidrocanabinol – princípio ativo da maconha) é ativado após as flores da erva serem infusionadas em algum óleo ou gordura numa reação chamada de descarboxilação.

Mas Colombeck explica que também é possível ativar o THC ao infusionar a erva diretamente durante o preparo de carnes com gordura, alguns peixes e receitas com leite, como o escondidinho.

“É necessário muito estudo para saber a hora certa de aplicar a maconha em cada receita. Se você colocar na hora errada, pode ficar muito fraco, perder o sabor ou te derrubar com uma brisa muito forte. A intenção não é só ficar chapado, mas sentir o sabor da genética (variedade de maconha) usada, da entrada à sobremesa, com uma experiência natural e leve”, explica.

O cardápio canábico de Colombeck tem desde massas e carnes a sorvetes e drinks. Tudo feito de acordo com o paladar e consumo de maconha de cada cliente.

“As pessoas têm receio de comer comida com maconha e passar mal. E estão certas. É muito fácil errar a proporção e colocar muita erva. Para evitar isso, eu faço uma entrevista antes do preparo de cada prato para saber qual a dosagem ideal para cada pessoa. Se ela nunca fumou maconha, faço algo bem leve. Passo o dia todo me preparando, porque cada jantar é personalizado”, conta.

Da raiz à semente

A folha da maconha é o principal símbolo usado para representar a cannabis, mas não é a parte da planta com a maior concentração de THC. Muitos não sabem, mas o que os usuários moem para fumar ou usar como remédio são as flores – ou buds -, onde está a maior porção do princípio ativo da erva.

Mas o chef reaproveita as folhas, sementes, talos e até a raiz da planta em sua cozinha.

“É possível fazer leite, azeite e farinha com as sementes depois de secá-las. Uso os talos para fazer parrilla de defumação para colocar na brasa da churrasqueira e com as raízes eu faço um chá muito bom para o estômago. As folhas são ótimas para decorar e fazer temperos secos”, afirma Colombeck.

 Sobremesa de banana com chocolate infusionado com a genética de maconha, Chocolopes (Foto: Arquivo pessoal via BBC) Sobremesa de banana com chocolate infusionado com a genética de maconha, Chocolopes (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Sobremesa de banana com chocolate infusionado com a genética de maconha, Chocolopes (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Cada parte da planta precisa de um cuidado específico antes de ser consumida. As raízes, por exemplo, ficam pelo menos uma semana de molho na água para que o fertilizante usado no cultivo da planta seja retirado. Há pessoas que ainda usam a erva para fazer óleo para massagem, sabonete, lubrificante e até supositório contra cólica menstrual.

O chef alerta, porém, que pessoas que não conhecem a procedência da maconha que consomem precisam redobrar os cuidados. No Brasil, a maior parte da cannabis consumida é comercializada na forma prensada, considerada de baixa qualidade. Ela é vendida em pedaços ou em blocos inteiros, contrabandeada principalmente via Paraguai.

Nesses casos, o chef diz que é necessário que a maconha seja lavada em água morna, secada e depois colocada num pote de vidro para curar antes do uso culinário. Colombeck diz que essa técnica faz a planta ficar mais limpa – pois algumas chegam a mofar por causa da umidade – e ajuda a melhorar o sabor. Ele afirma que a lavagem não tira a potência psicoativa da erva, já que o THC não se dissolve na água.

Ele explica que 75 gramas de flores de maconha chegam a render cerca de 5 litros de azeite canábico.

“Em breve, vou lançar um canal no YouTube para ensinar todos esses passos. Quero mostrar que dá certo lavar o prensado para tirar suas impurezas e fazer receitas. Não é porque a pessoa não tem acesso a uma maconha de qualidade que ela vai deixar de cozinhar”, afirma.

Para o chef, a legalização da maconha no Brasil é uma questão de tempo e a culinária canábica, “mais uma frente de luta nesse sentido”.

“Imagine um pai poder colocar leite com cannabis na mamadeira para aliviar as crises de epilepsia de seu filho? Ou fazer um suco detox com maconha para tomar e relaxar depois de um exercício físico? Em 2018 eu quero mostrar que isso é possível, de forma simples e segura”, afirma.

Jantar para idosos

Alguns jantares feitos pelo chef são oferecidos na casa onde mora em Montevidéu com o youtuber brasileiro Henrique Reichert, do canal “Eu, a Maconha e uma Câmera”, que usa as redes sociais para ensinar a cultivar cannabis. O jantar geralmente é servido no quintal para casais ou grupos de até dez pessoas.

Mas há exceções, como coquetéis para grupos maiores em clubes canábicos e empresas, com degustações e petiscos. Nesses eventos externos, o chef coloca seus ingredientes e utensílios dentro de uma mochila de escalada e faz o banquete na casa ou salão do cliente.

Ele conta que ele atende até cinco pessoas por semana em sua casa e faz dois eventos externos por semana. O maior deles tinha 130 pessoas.

 Gustavo Colombeck faz jantar para grupo de idosos no Rio de Janeiro durante passagem pelo Brasil  (Foto: Arquivo pessoal via BBC) Gustavo Colombeck faz jantar para grupo de idosos no Rio de Janeiro durante passagem pelo Brasil  (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Gustavo Colombeck faz jantar para grupo de idosos no Rio de Janeiro durante passagem pelo Brasil (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

O preço da exclusividade é US$ 150 por pessoa (cerca de R$ 500), com direito a entrada, prato principal e sobremesa. Se o cliente optar apenas pelo prato principal, paga US$ 50.

Mesmo ilegal, o último jantar que Colombeck ofereceu foi há uma semana, no Rio de Janeiro. Seus clientes eram quatro idosos com idades entre 60 e 75 anos.

Quem contratou o banquete foi Felipe, de 75 anos. Ele contou à BBC Brasil que conheceu o chef em dezembro, quando visitou a Expocannabis, feira destinada à maconha, no Uruguai.

“Depois da exposição, fomos convidados a um jantar, onde eu conheci o Gustavo. A comida era maravilhosa e eu disse que ele precisaria fazer o mesmo para meus amigos no Rio quando ele fosse ao Brasil”, conta.

Assim como escolhe um vinho ou molho de pimentas na prateleira do supermercado, ele e cada um de seus amigos disseram a Colombeck quanto THC queriam na comida.

“Eu e mais dois amigos pedimos a dosagem mais forte e outros dois, a mais fraca. Ele fez um namorado recheado com legumes e cogumelos. Todos nós sentimos uma brisa incrível e um sabor espetacular, na dosagem correta”, conta Felipe.

Ele disse que não se cansa de recomendar a culinária canábica para seus amigos e convidá-los a comer uma refeição feita por Colombeck no Uruguai.

“É uma experiência inesquecível. É triste pensar que temos de viajar para a Holanda, Estados Unidos ou Uruguai para vivenciar algo assim. Isso mostra o quanto vivemos num país opressor, que tem preconceito e criminaliza os usuários de maconha, uma simples planta.”

Mercado brasileiro

O chef conta que, embora planeje morar nos Estados Unidos, sonha em voltar e trabalhar com maconha no Brasil. Para ele, a proibição do uso da erva impede que o país ganhe dinheiro e se desenvolva.

“O brasileiro é muito criativo e, ao invés de (o país) estimular isso, está exportando seu conhecimento. O Uruguai, por outro lado, abre os braços para pessoas com ideias e projetos novos. Isso é causado pelo preconceito que muitos brasileiros ainda têm com maconha, por falta conhecimento. Eu faço minha parte e levo informação para o maior número possível de pessoas”, afirma.

Uma de suas referências na cozinha é o paulistano Alex Atala. Ele diz que o reconhecido chef brasileiro poderia usar seu conhecimento e popularidade para fazer receitas com maconha e mostrar que a planta não é prejudicial.

“Eu vi ele (Alex Atala) fumando (o que parecia ser) um baseado em uma série da Netflix. Eu queria perguntar para ele se ele usa maconha na comida que faz em casa. Fico imaginando como um cara admirado desses poderia revolucionar a culinária e cultura de um país.”

 Colombeck usa azeite e manteiga à base de maconha na maior parte de suas receitas (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

Colombeck usa azeite e manteiga à base de maconha na maior parte de suas receitas (Foto: Arquivo pessoal via BBC)

A ação sobre a descriminalização do uso de maconha está no Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2011, e até agora só três ministros votaram.

O relator do caso, Gilmar Mendes, defendeu a descriminalização de todas as drogas em agosto de 2015. Edson Fachin e Luís Roberto Barroso foram favoráveis à descriminalização apenas da maconha.

O último pedido de vista foi de Teori Zavascki, que interrompeu o julgamento em setembro de 2015. Agora, cabe ao ministro Alexandre de Moraes (que herdou a cadeira de Zavascki) devolver o processo à pauta.

O caso criará regra para todos os processos similares. Se a ação sair vitoriosa, a posse de maconha para uso próprio não será mais considerada crime, como ocorre hoje.

Fonte: G1

[Mundo] Ativistas estão plantando maconha em espaços públicos de Londres.

21/02/2018

wpid-wpid-maconha13Historicamente, os defensores da cannabis britânicos têm tido pouca sorte na batalha pela legalização. Seja lá por qual razão, os políticos parecem não dar muita bola para os milhares de maconheiros ativistas que se reúnem no Hyde Park todo ano para fumar na chuva, e todos os outros protestos e petições – organizados com frequência por grupos de todo o país – são muito pequenos para gerar qualquer interesse da mídia, muito menos provocar alguma mudança significativa.

No entanto, com o início de descriminalização e legalização em outros lugares – como o Uruguai e alguns estados norte-americanos –, ativistas britânicos têm se unido sob a bandeira dos UK Cannabis Social Clubs. A ação mais recente do UKCSC é uma iniciativa chamada Feed the Birds, que, basicamente, envolve pessoas de todo o país na plantação de maconha em espaços públicos na esperança de começar um diálogo sobre as leis atuais da Inglaterra.

Semana passada, eu me encontrei com “Finn”, que comanda o Feed the Birds, em frente à estação de metrô Embankment. Andamos ao longo do Tâmisa enquanto ele plantava mais sementes e explicava as razões por trás da campanha.

VICE: Oi, Finn. O que exatamente é o Feed the Birds?
Finn: Somos um coletivo de indivíduos de mente aberta que acredita que essa é uma boa maneira de levantar um diálogo e começar uma conscientização sobre a proibição e as leis atuais. Ao plantar essas sementes em público, mostramos aos cidadãos em primeira mão como essas leis não funcionam. Também estamos criando uma guerrilha nacional pacífica, que funciona 24 por dia, 7 dias por semana. Além disso, há muitos grupos de protesto por aí, mas não havia um único grupo que cobrisse todas as áreas [do uso de cannabis], como recreativo, medicinal e da indústria sustentável, cercando o cânhamo e a cannabis. O Feed the Birds proporciona uma plataforma onde podemos trabalhar juntos pela mesma causa.

Como você espera que a campanha ajude a mudar as leis em relação à cannabis?
Começando um debate, mostrando às pessoas que a planta pode crescer em qualquer lugar na Inglaterra; na verdade, o Reino Unido tem um clima ótimo para cultivar maconha. Isso também dá a muitas pessoas a chance de ter um papel físico nos protestos, em vez de ficar sentado na frente do computador, pregando em sites como o Facebook. Também queremos criar um lugar de acesso fácil aos fatos, informações científicas sobre cânhamo e cannabis, o que é muito importante, já que as pessoas precisam entender e se educar sobre a questão para fazer as escolhas certas.

Todas as plantas no caminho da estação de Embankment até a Ponte de Londres tinham sido arrancadas, então o Finn começou a plantar mais. 

E qual é a vantagem de dar sementes a essas pessoas?
Ao dar sementes, você também dá um pouco de liberdade. Da maconha medicinal à recreativa, os usuários são muito dependentes do mercado negro. Com essas sementes, dentro de três meses eles poderão ser completamente independentes, assim, não precisarão mais procurar os traficantes de rua. Acho que essa é a atitude responsável que devemos ter.

Quem participa do Feed the Birds?
Pessoas altamente envolvidas nos clubes de cannabis do Reino Unido. Também sabemos de células independentes – pessoas que já faziam isso muito antes do Feed the Birds e que agora se juntaram a nós. Temos todo tipo de participantes: jardineiros, bancários, advogados. Há muita gente interessada em ajudar.

Outra planta ao longo do Tâmisa. 

Como as pessoas podem se envolver?
Há muitas maneiras de participar – mesmo com coisas pequenas, como compartilhar nossas postagens no Facebook, ao nos contatar ou contatar seu clube de cannabis local para conseguir algumas sementes e começar a plantar em sua área.

Que sementes vocês usam?
Estamos usando somente as sementes de cannabis – tivemos nossa remessa de cânhamo adiada por razões “desconhecidas”. Temos fornecido cepas específicas para regiões específicas. Por exemplo, para a Escócia, mandamos uma cepa que resiste bem ao frio e ao mofo, e com um período mais curto de floração. Também é por isso que as sementes são enviadas para o norte um pouco mais tarde do que para o sul – as estações atrasam uma semana, duas ou três – às vezes. É preciso levar várias coisas em consideração.

Essas plantas alcançaram um tamanho saudável antes de serem arrancadas. 

Que cepas vocês têm distribuído?
Temos distribuído três variedades: uma jamaicana, a Nanda Devi – que é indiana – e outra do Himalaia. Usuários medicinais recebem sementes feminizadas de todo tipo. Muitas das sementes distribuídas têm um ancestral no Reino Unido; muitas vêm do corredor da M25, então, são colhidas localmente e orgânicas.

Por que os usuários medicinais recebem sementes feminizadas?
Porque elas são mais fáceis de lidar. Se alguém que precisa de maconha medicinal está tendo problemas para começar, com essas sementes a planta faz quase todo o trabalho. Trabalhar com uma variedade mais fácil vai dar mais confiança a essas pessoas no cultivo.

Sementes doadas por um simpatizante do Feed the Birds, incluindo as variedades White Widow, Dutch Passion, Weird Sleeve, Smelly Berry e Black Sugar. 

Certo. Como o Feed the Birds é financiado? O grupo é gerenciado com ajuda da comunidade da cannabis do Reino Unido?
Precisamos de financiamento – não temos nenhum no momento. O único capital que temos vem das camisetas que vendemos pelo Kickstarter. Então financiamos a nós mesmo. Os ativistas financiam a si mesmo, o que é fantástico por muitas razões, e muitas das nossas sementes vêm de doações.

Quantas sementes você já distribuíram até agora?
Milhões…? Sério, não saberia te dar um número real.

Vocês enfrentam muita oposição?
Na verdade não. A polícia não lançou nada negativo contra nós. Acho que eles têm problemas demais para prestar atenção em pessoas cultivando em público, mas muitas plantas são arrancadas.

Um muda de maconha nascendo numa movimentada rua de Londres. 

Você faz alguma ideia de quem está fazendo isso?
Pode ser qualquer pessoa – as pessoas comuns, a polícia ou alguém que esteja caçando nossas plantas ativamente – mas nunca vimos com nossos próprios olhos ninguém arrancando as mudas.

Vocês já viram pessoas interagindo com as plantas de outra maneira?
Sim, sempre vemos pessoas reconhecendo as plantas, o que sempre faz elas sorrirem. Estamos sempre sérios quando plantamos, mas parece que isso faz as pessoas rirem. É simples, elas devem perceber o quão ridículas são as leis atuais, que fracassam à vista de todo mundo.

Uma planta crescendo no centro de Londres. 

Você estão focando o plantio em certas áreas de Londres?
Sim. Todos os espaços públicos já foram cobertos, por toda Londres e Reino Unido. Acho que, no próximo mês, quando as plantas começarem a maturar, vamos ver mais cobertura quanto a isso. Sei também que algumas células de guerrilha estão visando casas de políticos. Sabemos também que algumas plantas estão crescendo numa propriedade da coroa. Espero ver alguma coisa sair de lá nos próximos meses.

O você vê para o Feed the Birds nos próximos anos?
Idealmente, eu gostaria que tivéssemos um site altamente funcional que produzisse muita informação, que ensinasse às pessoas um pouco mais sobre os aspectos positivos da reintrodução do cânhamo em nosso ambiente. Eu queria que isso se tornasse mais uma discussão política. Vejo isso cativando mais a imaginação política em ternos do que a indústria poderia se tornar. A indústria do cânhamo era enorme na Inglaterra e parece que os argumentos [para a legalização] tocam muitos assuntos políticos diferentes, como economia, meio ambiente, comunidade e medicina. Há muitos tópicos importantes que deveriam ser discutidos.

Com relação ao Feed the Birds em si, acho que assim que a proibição terminar, vamos rapidamente nos misturar à multidão e voltar às nossas vidas normais. Assim que os usuários de maconha medicinal e recreativa não forem mais perseguidos por buscar uma alternativa para as drogas farmacêuticas e o álcool, vamos saber que fizemos nosso trabalho em informar e apresentar o público e o governo aos benefícios do cânhamo e da cannabis.

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Desde que a maconha foi legalizada no Colorado e em Washington, a erva tem sido saudada por muitos por seus efeitos paliativos e curativos, e um estudo conduzido no começo do ano mostrou como uma política de impostos e regulamentação poderia produzir benefícios de cerca de £6,7 bilhões (cerca de R$25,4 bilhões) por ano no Reino Unido.

Apesar de o Feed the Birds estar num estágio inicial, qualquer ação que possa, por fim, reformar as leis da cannabis no Reino Unido – rendendo muito dinheiro ao país e aliviando o sofrimento das pessoas – é algo positivo. Se você quiser se envolver, entre em contato com eles por meio da página do grupo no Facebook.

Fonte: Vice.com

[Saúde] De acordo a pesquisa histórica, Jesus usou maconha medicinal para realizar “milagres de cura”.

05/11/2017

wpid-wpid-maconha13Os comediantes adoram especular que Jesus não tinha poderes mágicos, mas sim ele era um mágico experiente em um período em que um simples truque de cartas deveria ter parecido feitiçaria. Em vez de truques de mágica, estudos mostram que Jesus provavelmente usou cannabis para realizar alguns de seus “milagres” de cura, de acordo com pesquisas coletadas por Chris Bennett, que tem investigado a influência da cannabis na religião e o oculto há mais de 25 anos. De acordo com Bennett Jesus e seus apóstolos usaram “óleo sagrado” infestado de cannabis para tratar lesões, a dor de membros incapacitados e os músculos inchados, a lepra e a “Mão do Fantasma”, que provavelmente será o que hoje se conhece como epilepsia.

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Essas teorias decorrem da inclusão de “kaneh-bosem” como ingrediente em Jesus e o óleo de unção de seus discípulos. Durante algum tempo, ninguém realmente prestou atenção ao que era esse ingrediente misterioso. Mas pesquisadores descobriram que o kaneh-bosem provavelmente é uma referência à cannabis.

Parece óbvio em retrospectiva. Diga “kaneh-bosem” rapidamente em alta (sem o “m” silencioso), e até parece cannabis. Mesmo se você digitar “kanehbosem” (sem o hífen) no Google Translator como uma palavra iídiche, a tradução em inglês é “cannabis”.

“Não há poucas dúvidas sobre o papel da cannabis na religião judaica”, disse Carl Ruck, professor de mitologia clássica da Universidade de Boston, ao The Guardian. “Obviamente, a disponibilidade fácil e a longa tradição de cannabis no início do judaísmo inevitavelmente o incluíram nas misturas [cristãs]. Em outras palavras, é claro, Jesus (que foi criado como judeu) teria usado práticas judaicas na sua cerimônias de cura. “Os nomes de Cristo e Messias, significam o ungido e fazem referência ao santo óleo de Êxodo 30:23”, Bennett diz a HERB.

Jesus-Christ-Smoked-Marijuana-2-of-2A evidência do uso de óleos infundidos pode ser encontrada na própria Bíblia: “E expulsaram muitos demônios, e ungiram com óleo muitos que estavam doentes e os curaram” (Marcos 6:13). Além disso, de acordo com o Dr. Ethan Russo, as pastilhas médicas assírias na coleção do Louvre traduzem para “De modo que o deus do homem e do homem deve estar em bom relacionamento, com hellebore, cannabis e altramão, você irá esfregá-lo”.

O cannabis, se infundido com óleos, pode ser aplicado externamente e absorvido na pele. No entanto, alguns cannabinoides como o CBD – um produto químico não psicoativo que é cada vez mais usado para tratar doenças como dor crônica – são mais facilmente absorvidos pela pele do que outros, como o THC. Dito isto, de acordo com um estudo realizado pela Health Canada, o THC pode ser absorvido transdérmicamente, achando que 25mg / g de óleo resultaram em uma penetração de 33 por cento de THC.

“A pele é o maior órgão do corpo, então é claro que é necessário mais cannabis para ser efetivo dessa maneira, muito mais do que quando ingerido ou fumado. As pessoas que usaram o óleo sagrado literalmente se encharcaram nele. “Chris Bennett diz a HERB.
Chris Bennet, autor de Sex, Drogas, Violência e Bíblia, que talvez tenha feito mais do que qualquer outro para avançar essa teoria, acredita que aqueles ungidos com óleos de Jesus também estavam experimentando propriedades psicoativas de cannabis. “As descrições gnósticas sobreviventes dos efeitos do rito de unção deixam muito claro que o óleo sagrado tinha propriedades psicoativas intensas que preparavam o destinatário para a entrada em” felicidade inabalável “. Bennet escreve em seu livro.

Isso significa que, quando Jesus e seus discípulos prepararam óleos de unção – com mirra, canela, azeite, cassia e, claro, kaneh-bosem – e depois espumaram essa mistura em toda a pele daquele que foi ungido; eles teriam absorvido as propriedades medicinais do que era essencialmente óleo de cannabis. Óleos semelhantes são feitos hoje para tratar doenças como epilepsia, glaucoma e até mesmo câncer de pele. Então, embora eles não tenham entendido os defeitos científicos da maconha medicinal naquela época, aqueles que são descritos nos Evangelhos como sendo curados de doenças oculares e cutâneas teriam se beneficiado de serem espumados no óleo de unção infusado de cannabis de Jesus.

Bennett diz a HERB, referenciando a pesquisa de Dendle e Touwaide, que o uso de cannabis como remédio tornou-se cada vez mais controverso entre clérigos e reformadores na era medieval, já que se associava a operações mágicas. “Essas questões se tornaram mais proeminentes com o desenvolvimento de pomadas bruxas e receitas para preparações tópicas encontradas em vários grimoires mágicos”.

Ainda assim, como relatam VICE, alguns estudiosos como Lytton John Musselman, professor de Botânica na Universidade Old Dominion, não estão convencidos. Musselman acredita que os óleos de Jesus possuem propriedades medicinais, mas não graças à cannabis. Em vez disso, Musselman acredita que as propriedades medicinais dos óleos de unção são de um ingrediente diferente: Calamus. Como ele diz a VICE, “Calamus é um componente muito importante da medicina ayurvédica e demonstrou ter eficácia [medicinal]”.

Seria impossível saber com certeza se Jesus e seus discípulos usavam cannabis como ingrediente ativo em seus óleos de unção. Então, novamente, como observa Bennett, as pessoas ainda debatem que Jesus mesmo existiu. Mas, dada a longa história de uso medicinal e cerimonial da planta em civilizações antigas, certamente faria sentido.

Há outras referências ao uso de tratamentos tópicos de cannabis em documentos antigos da Mesopotâmia que sugerem que os cristãos usaram o “Óleo Sagrado” para tratar uma variedade de doenças nos séculos que se seguiram diretamente a AD, de acordo com pesquisas do Dr. Ethan Russo. Russo mostra que uma receita para epilepsia na Mesopotâmia era “Cannabis, styrax, carvalho, Ricinus, Oenanthe, linho, algas marinhas (?), Mirra, cera de mel, planta de lidrusa, óleo doce, juntos misturá-lo-ão com ele óleo “. A eficácia da cannabis no tratamento da epilepsia vem sendo provada em vários estudos científicos modernos.

Enquanto a cannabis foi estigmatizada e criminalizada na sociedade moderna, não haveria apreensão por usar a planta no dia de Jesus. Afinal, como diz GENESIS 1: 29-30: “Então Deus disse: Eu dou-lhe toda planta de semente na face de toda a Terra e toda árvore que tem frutos nele”. Com instruções como estas, Jesus Realmente ignorar uma planta de semente como esteticamente bela e aromática e terapêutica como a cannabis?

fonte: Herb.co

[Saúde] Maconha passa a ter efeito oposto em idosos

22/06/2017

No equilíbrio entre os benefícios e os riscos da maconha, a idade parece ser um fator mais importante do que se imaginava. Pelo menos foi o que concluiu uma pesquisa feita com ratos na Universidade de Bonn, na Alemanha.

Os cientistas queriam ver qual seria o efeito do THC, a substância responsável pelo “barato” da maconha, se fosse dado aos ratos em doses baixas, mas diárias, por um longo período de tempo.

Eles dividiram os ratos em três grupos: um de jovens, outro de ratos na meia idade e um último de idosos. Os animais foram testados com relação à capacidade de aprender e à memória usando pequenos labirintos. Eles observaram quanto tempo os roedores levavam para explorar o trajeto certo e, depois, para perceber quando estavam num caminho já percorrido anteriormente.

A próxima etapa foi dar subdoses de THC durante um mês para cada rato. A quantidade era bem baixa, pequena demais até para causar efeitos psicoativos. Mesmo assim, ao fim do teste, o desempenho dos ratos jovens piorou muito dentro do labirinto.

O resultado é consistente com pesquisas em humanos, que mostram que a memória de curto prazo fica prejudicada enquanto durar o uso, ainda que os efeitos sejam reversíveis.

Mas o grupo de ratos idosos surpreendeu os pesquisadores. Porque, no caso deles, o uso do THC trouxe uma melhora cognitiva razoável, impulsionando a memória e a atenção e trazendo resultados melhores dentro do labirinto.

Fonte: Super Interessante

[Saúde] Farmácias chilenas iniciarão venda de remédios à base de maconha

13/05/2017

wpid-wpid-maconha13.jpgFarmácias de Santiago, capital do Chile, vão começar a vender nesta semana remédios à base de cannabis. Segundo as companhias envolvidas no lançamento, esta é a primeira vez que tais tratamentos serão oferecidos por drogarias na América Latina, informa a agência Reuters.

A produtora e distribuidora canadense de cannabis Tilray disse ter se associado com a companhia local Alef Biotechnology, que é licenciada pelo governo chileno.

O Chile legalizou o uso de maconha medicinal em 2015 e está entre uma série de países da América Latina gradualmente afrouxando leis de proibição de cultivo, distribuição e consumo de cannabis.

“Ao importar produtos medicinais de cannabis da Tilray para o Chile, pretendemos aliviar o sofrimento daqueles em necessidade ao oferecer produtos médicos de cannabis puros, precisos e previsíveis”, disse o presidente do conselho da Alef, Roberto Roizman, em comunicado.

Produtos T100 e TC100 da Tilray estarão disponíveis inicialmente em diversas farmácias em Santiago, sob receita médica. O preço médio de venda será de US$ 310 para um tratamento que dura cerca de um mês, disse um porta-voz.

Até esta semana, pacientes no Chile podiam somente obter maconha medicinal ao importá-la ou a partir de um número limitado de fazendas dedicadas por uma organização de caridade. O Congresso do Chile está debatendo um projeto de lei que pode permitir que pessoas cultivem suas próprias plantas.

A Argentina e Colômbia estão seguindo caminhos similares.

O Uruguai se tornou um pioneiro global quando legalizou o cultivo, distribuição e consumo de maconha no final de 2013. Farmácias no país irão começar vendas legais de maconha recreativa a partir de julho.

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Fonte: G1

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